Como Ele já falou, ficamos noivos. E em meio a uma bela surpresa para mim. Ele sabia que eu gostaria que fosse desse jeito, mas, por mais que eu soubesse que seria assim, jamais conseguiria imaginar o quão emocionante seria. Fato curioso é que, segundo o Bruno, eu falei várias coisas durante a semana que o faziam desconfiar que eu já sabia de alguma coisa. Que nada. Meras coincidências.
Na sexta-feira, para tentar aliviar a chateação dele com o trânsito ou com o metrô, não lembro bem, eu disse: “Relaxa, amanhã será um dia especial”. Disse isso porque tínhamos um trabalho fotográfico marcado para o fim da tarde em um shopping e depois iríamos jantar num lugar legal. Havíamos combinado de vez por outra fazer um programa diferente, começando justo neste sábado. Agora, sabendo de tudo o que ele estava arquitetando, imagino o frio na espinha que sentiu quando falei isso!
Sábado. Vou me arrumar e depois de muito tempo resolvo colocar um salto alto. Estou sempre de sapatilhas, muito mais confortáveis, mas meti um salto “de responsa” e lá fui eu, maquiadinha, toda bonitinha. Faltou apenas um detalhe: o anel. Nunca saio de casa sem anel. Entrei no carro e dei falta dele.
- “Quer voltar”, pergunta ele.
- “Não! Não vou voltar em casa por causa de um simples anel!”
- “Tudo bem, a gente arruma outro.” Eu só não sabia que ele estava falando a verdade.
Chegamos no Rota 66 do Leblon e logo conseguimos uma mesa. Peguei o cardápio e… pronto. Resolvi lê-lo do início ao fim, 2 ou 3 vezes. A comida lá é predominantemente mexicana e eu queria ter certeza de escolher um prato que Bruno também gostasse. Imagino a tensão dele com minha demora!
Prato decidido, eu resolvo escolher bebida!
- “Tem certeza que quer escolher bebida agora?”
- “Claro, ué!”
As bebidas vieram. Bruno começou um papo meio filosófico, falou de incertezas na vida em geral e de uma certeza: ele queria casar comigo.
Neste momento, eu sei que ele fez o pedido, mas os anjinhos já tinham se encarregado de me tirar de órbita. Sei que fiquei olhando para ele com lágrimas nos olhos porque ele também estava com lágrimas nos olhos. Fiquei muda. Ele precisou repetir a pergunta. Sim, eu paguei esse mico de não dizer logo SIM!
Ouço um boa noite. Obviamente, em um restaurante bem longe de casa, nenhum cliente ia entrar e me dar boa noite. Mas, educada que sou (mentira! Foram os anjinhos!), virei para o lado e respondi. Por frações de segundo que pareceram minutos, fiquei tentando lembrar de onde conhecia aquele senhor. Flashes começam a estourar. Abro um pouco mais meu olhar. Reconheço seu Arlindo, pai do Bruno; sua mãe, dona Sônia; meus pais, Ana e Roberto; a irmã dele, Vanessa, e seu marido, Jocimar. A ficha, então, caiu.
Solucei tão alto enquanto chorava que cheguei a preocupar d. Sônia. As mãos trêmulas mal conseguiram colocar a alinça na mão dele. Eu chorava e ria ao mesmo tempo e acabei ficando com dor nas bochechas. Mudamos de mesa, comemos, rimos, nos divertimos e então fiquei sabendo que todos haviam chegado antes de nós, tinham nos visto chegar e ficaram escondidos apenas esperando o sinal para aparecerem na hora H.
Voltei para casa atônita. Nada, absolutamente nada poderia ter sido melhor. Foi tudo perfeito, apaixonante, emocionante. Foi como eu sempre quis que fosse. Foi lindo, foi mágico, foi fofo, foi incrível. Só mesmo sentindo a emoção que eu senti para ter a real dimensão de como foi o nosso noivado. E eu só posso agradecer eternamente ao meu noivo, Bruno, por ter preparado uma noite tão perfeita para mim. 30 de janeiro de 2010: um dia que começou legal, ficou muito legal e terminou de forma indescritível.
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#1 by canhota on fevereiro 25th, 2010
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acabei de ler tudo, canhoto! gostei da forma como você fez a surpresa! pedidos de noivado são sempre muito legais! parabéns aos dois pelo noivado! sejam muito felizes : )
#2 by Ele on fevereiro 25th, 2010
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Oi Canhota! :)
Obrigado pelos parabéns, pela visita e pelo comentário! :D
Abraços!
#3 by Lua @happymoon on abril 7th, 2010
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Ah que fofos vcs dois. Esse dia é realmente inesquecível né?
bjs